Ideogramas e a Cultura Chinesa

 

A mostra didática denominada A Escrita Chinesa promovida pela Embaixada da China oferece um amplo painel sobre a invenção e desenvolvimento dos caracteres, que surgiram há mais de oito mil anos, baseados em elementos da natureza.

Réplicas e fotografias de equipamentos remetem ao modo como a tecnologia foi aprimorada durante milênios e contam aspectos da história da cultura chinesa até a era da informática.


Alguns ícones da cultura chinesa também integram a exposição, entre eles, se destacam quatro réplicas dos famosos guerreiros do mausoléu de Quin Shi Huang.


Na abertura da exposição, haverá lançamento do livro Ideogramas e a Cultura Chinesa, do artista plástico e arte-educador chinês, naturalizado brasileiro, Tai Hsuan-Na, que reside em Goiânia há décadas.


O autor reuniu na obra explicações sobre a etimologia e evolução dos ideogramas, desmistificando os caracteres considerados exóticos pelos ocidentais.


Outro diferencial da escrita chinesa é a caligrafia, que é considerada uma obra de arte. Ao longo de toda sua evolução, por ser feita minuciosamente com pincéis e em tecido e pergaminho, passou a ser comparada à pintura ocidental,. “Para os chineses, a pintura e a caligrafia estão estreitamente ligadas. Seu valor artístico é fundamental” explica Tai.


Na apresentação do livro, Chen Duqing – embaixador da República Popular da China no Brasil - lembra que as inscrições em ossos são a forma mais antiga dos caracteres chineses e compõem uma herança inestimável, `testemunhando a aurora da civilização dessa nação e dando condições à continuidade da sua própria evolução`.


`A assimilação dos caracteres milenares aos bytes do computador mostra uma ótima combinação da antiguidade com a modernidade e contribui para novos avanços da humanidade. A evolução dessa escrita reflete, de certa forma, o próprio percurso do desenvolvimento da civilização chinesa`, avalia.


Serviço:
Exposição didática A Escrita Chinesa
Lançamento do livro Ideogramas e a Cultura Chinesa,
de Tai Hsuan-An
Local: MAG, Museu de Arte de Goiânia, Rua 1, Bosque dos Buritis, Setor Oeste
Fone: 3524 1190
Visitação: de 2 a 25 de março, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

 

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eNT . Revista Eletrônica Nádia Timm . 2006